Blog-registro do Mestrado em Artes Cênicas (UFRGS) de Daniel Colin. Pesquisa de caráter teórico-prático que se centra nos processos de criação do performer tendo o próprio corpo do artista como objeto de estudo. Investiga em que medida – e através de quais procedimentos - o performer consegue desconstruir/corrigir/transformar/reconstruir seu próprio corpo.
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sexta-feira, 23 de março de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
domingo, 13 de novembro de 2011
"Vitrine" - Performance Happy Hour na Casa M
Teatro Sarcáustico e Casa M apresentam
VITRINE
Performance Happy Hour
VITRINE
Performance Happy Hour

O TEATRO SARCÁUSTICO e a Casa M apresentam a “Performance Happy Hour” Vitrine, parte integrante da pesquisa de mestrado (PPGAC-UFRGS) de Daniel Colin, um dos artistas mais premiados em Porto Alegre nos últimos anos, vencedor de 4 Prêmios Açorianos, 4 Troféus Tibicuera e 3 Prêmios Braskem, em diversas categorias.
A pesquisa em questão, intitulada Não-eu: a busca incessante do performer por si mesmo e orientada pela Profª Dra. Inês Marocco, caracteriza-se por ser um trabalho teórico-prático centrado nos processos de criação do artista performático, tendo o seu próprio corpo como objeto de estudo. Inserido numa sociedade que dita padrões corporais através da mídia, o performer critica a cultura do corpo utilizando princípios da Performance art na construção de suas obras. Utiliza as noções de “corpo canônico” e “corpo dissonante” como inspiração e investiga em que medida – e através de quais procedimentos - o performer consegue desconstruir/corrigir/transformar/reconstruir seu próprio corpo.
Vitrine – Performance Happy Hour foi criada especialmente para a Casa M e se constitui em um trabalho inédito de longa duração, de aproximadamente três horas, na qual o performer modificará seu corpo para se metamorfosear em ídolos populares. Os corpos-ídolos serão definidos pelo público presente, que elegerá celebridades pré-selecionadas a serem personificadas pelo performer, como, por exemplo, Brad Pitt, Valesca Popozuda, Madonna, Lima Duarte, dentre outros. O objetivo é o de que o artista consiga se remodelar corporalmente para assumir o maior número possível de características destas pessoas no tempo pré-determinado. A performance termina quando, transcorridos 180 minutos, o performer não possuir mais nenhum resquício de seu próprio corpo; ele se tornará um arremedo de si mesmo.
Outro objetivo desta Performance Happy Hour é criar um espaço de convívio na Casa M e, por isso, o TEATRO SARCÁUSTICO convida o público a trazer suas próprias bebidas e suas músicas em um mp3 player para serem tocadas durante a realização da performance.
SERVIÇO:
Teatro Sarcáustico e Casa M apresentam
VITRINE
Performance Happy Hour
VITRINE
Performance Happy Hour
Concepção: Daniel Colin, Ricardo Zigomático e Thais Fernandes
Performers: Daniel Colin + Ricardo Zigomático + Rafael Lopo
Produção: Daniel Colin
Realização: TEATRO SARCÁUSTICO
Quando? Dia 20 de novembro (domingo)
Horário? A partir das 19h
Onde? Casa M (Rua Fernando Machado, 513 – Centro)
Quanto? Entrada Franca
*Traga sua bebida e suas músicas preferidas num mp3 player!

www.teatrosarcaustico.blogspot.com
*Traga sua bebida e suas músicas preferidas num mp3 player!
www.teatrosarcaustico.blogspot.com
terça-feira, 19 de abril de 2011
“A mídia manipula o real (artificialmente se criam padrões, mitos, imagens etc. que passam a ser aceitos como verdade). O que se faz na performance é, utilizando-se essas mesmas ‘armas’ (incluindo-se tecnologia e eletrônica), manipular também o real para se efetuar uma leitura sob outro ponto de vista” (COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Editora Perspectiva S.A., 2009, p. 88).
quarta-feira, 13 de abril de 2011
"(...) se há uma arte que se beneficiou das aquisições da performance, é certamente o teatro, dado que ele adotou alguns dos elementos fundadores que abalaram o gênero (transformação do ator em performer, descrição dos acontecimentos da ação cênica em detrimento da representação ou de um jogo de ilusão, espetáculo centrado na imagem e na ação e não mais sobre o texto, apelo à receptividade do espectador de natureza essencialmente especular ou aos modos das percepções próprias da tecnologia...). Todos esses elementos, que inscrevem uma performatividade cênica (...) constituem as características daquilo a que gostaria de chamar ‘teatro performativo’" (FÉRAL, Josette. Por uma poética da performatividade: o teatro performativo. In: Sala Preta - Revista de Artes Cênicas. São Paulo: PPG Artes Cênicas USP, 2008, nº 8, p. 198).
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Performatividade e teatralidade
"Qual o limite, que diferença estabelecer entre performatividade e teatralidade? Talvez seja neste reportar-se à si e à identidade, mais forte na performatividade que na teatralidade, que devemos encontrar uma distinção possível. O processo performativo age diretamente no coração e no corpo da identidade do performer, questionando, destruindo, reconstruindo seu eu (moi), sua subjetividade sem a passagem obrigatória por uma personagem. A performance toca o sujeito que vai para a cena, que se produz, que executa. (...) O ato performativo está no coração do funcionamento humano" (FÉRAL, Josette. Performance e performatividade: o que são os Performance Studies?, p. 83 In: MOSTAÇO, E., OROFINO, I., BAUMGÄRTEL, S., COLLAÇO, V. (organizadores). Sobre performatividade. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2009).

quinta-feira, 24 de março de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
o corpo, a sombra, o reflexo, a distância insuperável
"Alguns autores defendem que a aventura de quebrar o espelho e passar para o outro lado seria o grande estereótipo do corpo, pois ele atuaria, ao mesmo tempo, como sujeito e objeto. Desse modo, exibir seria o contrário de representar: a raiva do espelho se traduz pela reconstituição de uma superespecularidade, o que retira a tensão entre representação e realidade. (...) O debate do corpo como objeto de arte centra-se na impossibilidade da representação, pois se retira o "re" da representação, restando a apresentação. A confusão entre apresentação e representação da performance se deve ao fato de ela existir não porque o objeto é um signo, mas porque ela se torna signo durante o seu desenvolvimento. O significado da performance reside na relação estabelecida entre emissor e receptor, pois é um ato de comunicação. Dessa maneira, a performance tenta resolver a contradição entre o homem e sua imagem especular, pondo a descoberto a distância real entre as convenções sociais e os programas instituídos; o corpo é tomado aí como elemento do processo artístico" (MATESCO, Viviane. Corpo, imagem e representação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009, p. 46-47)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
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